Uma planta quem dá um fruto que tem efeito tóxico no organismo animal, e componentes curarizantes na raiz. Os estudos morfológicos a anatômicos são pobres no meio científico sobre essa espécie.


Nome científico
Solanum paludosum Moric.

Outros Nomes

Jurubeba-brava


Família
Solanaceae

Características

Filotaxia: Alterna
Folhas: Simples, armada, 7 a 12 cm por 4 a 8 cm, ovada, base obtusa, ápice agudo, verde escuro abaxial, amarelo ferrugíneo adaxial, subcoriácea, com indumento.

Simetria floral: Actinomorfa (pétalas dispostas em raio – do centro para fora)

Sustentação: Pedicelada (haste que liga a inflorescência-caule)

Flor: Díclina (Di = dois; clinos = cama; Dois em uma cama; ou seja, flor com androceu – masculino e gineceu – feminino)

Planta: Monoica (Mono = 1; oikos = casa; Dois sexos em uma casa – flor. Se fosse 1 sexo em cada casa – flor seria dioica)

Pétala/Estames: Isostêmone (iso = igual; estemone = estame; Mesmo número de pétalas e estames)

Ovário: Súpero (Quando o ovário está acima da estrutura floral de baixo)

Lóculos: 2 (o ovário tem dois lóculos ao ser dissecado)

Carpelos: 2 (estrutura onde caminha o pólen na fecundação para chegar até o óvulo no lóculo do ovário)

Placentação: Axilar (quando o óvulo está iniciando ou ligado ao centro do ovário)

Fruto: Baga (carnosa)

Deiscência da Antera: Poricida (Lugar onde sai os pólens é um poro)

Soldadura: Gamopétala (corola – pétalas unidas)


Componentes Químicos

Flavonoides nas partes aéreas.

Alcaloide esteroidal solasodina, triterpenos, esteroides glicosilados, flavonoides.


Benefícios no organismo e propriedades medicinais

Antioxidante

Seus frutos são Tóxicos e raízes possuem efeito curarizante.

Outro estudo de Silvia de Siqueira evidenciou que S. paludosum tem potencial promissor na farmacologia devido seus componentes com potencial biológicos, mas com poucos dados ainda. O teste foi feito para saber se apresentava efeito contra bactérias particularmente Staphylococus aureus, porém nenhum dos extratos com as partes aéreas apresentaram esse potencial inibitório de crescimento das colônias. Porém foi visto uma atividade moduladora alta quando os extratos macerados reduziram a concentração inibitória mínima (CIM) de antibióticos.

O extrato das raízes apresentam atividade curarizante (vem de “curare”, não de “curar”). Curare é um produção indígena usada em pontas de flechas para paralisar o inimigo. Os frutos da planta são tóxicos e são usadas para estudos de produção de substâncias moluscicidas, que matam moluscos, como por exemplo o caramujo-africano Achatina fulica que são uma praga desde que foram introduzidos no Brasil como descarte vivo após a importação da África para a produção do Scargot não dar certo. Esses estudos são evidenciados por um artigo científico no qual um dos autores é a Professora Fátima Agra, conhecida botânica medicinal do Nordeste, um estudo de morfologia e anatomia. Embora eles sejam focados em biotecnologia, o objetivo foi trazer mais dados à tona. Pesquisadores de outras universidades já vieram para um Congresso de Botânica para coletar Solanum spp. que foram recepcionados pela professora que chefiava a sessão de Solanaceae.

Partes usadas

Não é recomendado o uso pela população.


Pra que serve? (indicações)

Citotóxica

Localização

Neotrópicos, porém com ampla distribuição na América do Sul.

Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Brasil.

No Brasil ocorre do Norte ao Centro-oeste


Fotos:

jurubeba-roxa

Jurubeba-roxa – Foto: Tarcísio Leão

Última atualização: 2 de abril - 2017 às 7:05


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