É uma espécie de cavalinha que se dá no hemisfério sul do Brasil e parte de outros países na América do Sul, conhecida por suas ações contra gonorréia, e melhoramento dos ossos em fraturas, entre outros. Esta espécie de cavalinha também é cultivada com fins ornamentais, porém com cuidado para que ela não invada e se torne uma ameaça a beleza dos locais pantanosos, onde ela gosta de viver. Ao se usar, observe as dicas a seguir, pois não são todas as folhas que podem ser usadas, apenas as estéreis, ou seja, aquelas sem os gominhos em cima. Preste também atenção, pois suas folhas se parecem com um caule. Confira a espécie de Cavalinha Equisetum arvense, conhecida por ser cicatrizante.


Nome científico
Equisetum giganteum L.

Outros Nomes

Cavalinha gigante, Cavalinha grande, Cauda-de-cavalo, Cauda-de-raposa (em Santa Catarina), Cauda-Equina, Rabo-de-cavalo, Cola-de-cavalo, Rabo-de-raposa, Rabo-de-cobra, Rabo-de-rato, Pinheirinhho, Árvore-de-natal, Milho-de-cobra, Erva-canudo, Erva-carnuda, Lixa-vegetal (por causa da sílica, material usado também em vidros, que faz com que ela seja extremamente cortante em sua textura), Cana-de-jacaré


Família
Pteridophyta - Equisetaceae

Características

  • Subarbustiva
  • Ereta
  • Perene
  • Rizomatosa
  • Caules como haste na cor verde claro + escuro
  • Oca
  • Monopodial (uma só unidade de caule em cada ramo), porém inúmeros ramos em uma parte da planta na parte de baixo, partindo dos nós na planta chamados vertícilos
  • Tem sílica, textura semelhante ao vidro, na sua pele, o que faz ela ser bastante áspera.
  • Pode chegar até 160 cm de altura. É normal ver entre 80 a 160 cm.
  • Os esporos das planta encontra-se nos hastes, na ponta.
  • O nome “lixa vegetal” vem de sua característica lixosas, uma textura por causa do silício deixa ela assim.

Componentes Químicos

Alcaloides piridínicos, nicotina, palustrina, flavonóides glicosilados da apigenina, quercetina, canferol, ácidos clorogênicos, ácido cafeico, ácido tartárico, tiaminase.


Benefícios no organismo e propriedades medicinais

AdstringenteAntidiarreicaDiuréticaEstíptica

Ela inibe a ação da vitamina B12 ou tiamina no organismo, cuidado caso você esteja tratamento para o contrário.

Partes usadas

Folha/Caule estéreis


Como usar / Chás e receitas

Fazer o chá com as hastes estéreis, ou seja, sem o gominho em cima. Pode ser usado para beber e curar as doenças para as quais ela age para curar. Colocar uma colher de sopa de pedaços dos caules estéreis picados em 3 xícaras de água ferventes. Beber uma xícara duas vezes por dia.

Pode fazer também a tintura para que a ação no organismo da planta seja bem mais forte, principalmente estimular a calcificação nos ossos para que eles sejam curados mais rapidamente.

Ela é muito usada para decoração em jardins botânicos pois gosta de lagos, por ser uma área muito úmida.


Pra que serve? (indicações)

AnemiaDiarreia É a doença que pode ser crônica, aguda, infecciosa e não infecciosa que pode causar um processo inflamatório na mucosa intestinal, também lesão nos enterócitos, a Saiba mais...FraturaGonorreiahemorragia nasalinfecção urináriaosteoporose

Cuidados no uso e advertências

Ter cuidado para animais não comerem pois pode provocar diarreia, sangue nas fezes, danos ao intestino, aborto, fraqueza, deficiência de absorção de nutrientes. O mais afetado por ela é o gado, porém o cavalo tem seus mecanismo de defesa no organismo sobre essa característica de lixa e pode se alimentar dela.


Localização

Esta planta é desconhecida no norte do Brasil porque ela se dá mais na natureza em regiões do sul como Rio grande do sul, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina etc. Ela é conhecida em toda a América do sul, até em livros especializados em medicina alternativa da Argentina podemos encontrar matérias sobre ela.


Cultura e como plantar

É considerada uma planta daninha, visto que, em condições ambienteis favoráveis, ela se multiplica vertiginosamente a ponto de invadir e ser de difícil controle, principalmente em áreas brejosas e pantanosas onde ela mais gosta.

Plantar usando o método de propagação por rizoma. Também se usa os esporos encontrados na ponta das hastes para multiplicar.


Mais sobre esse assunto

Sinônimos: Equisetum martii, Equisetum ramosissimum, Equisetum xylochaetum

Outras espécies semelhantes: Equisetum martii, Equisetum hyemale, Equisetum arvensis – Essas podem ser usada para o mesmo fins medicinais sem problemas.


Fotos:

cavalinha gigante gomos

Laboratório de plantas vasculares da Universidad Nacional del Sur da Argentina www.plantasvasculares.uns.edu.ar

cavalinha haste

Hastes de cavalinha gigante da Universidade De São Francisco http://www.sfsu.edu/

cavalinha haste close

Equisetum giganteum – EQUISETACEAE Praia do Moçambique – Florianópolis – SC – Brasil de Marcia Stefani

Última atualização: 6 de dezembro - 2014 às 15:24
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