Praia de Cabo Branco / Seixas – Invertebrados e algas

Uma abordagem informal da aula de campo sobre os filos Porifera e Cnidaria, referente ao dia 28/11/2015. Lembre-se, é uma abordagem informal onde a professora ia explicando e eu ia escrevendo. Pode ter alguma espécie com nome distinto da nomenclatura oficial, bem como algumas informações desconexas, visto que eu posso ter entendido algo errado.

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A aula começou com uma explicação sobre as zonas onde há vida no ambiente marinho que são três:

Supra litoral

– Recebe borrifos de água e, portanto, está sempre em desenvolvimento. Apesar de ser seco em sua maioria, há vida  ou resquícios de vida.

Ex.: Dunas / Maria farinha (A professora enfatizou que praias como Cabo branco e Seixas são mais particulares. Mais na frente ela falou da ação de pessoas com maior poder aquisitivo no litoral)

Medio litoral

– Sem água, mas está úmida (quando a onda vem, molha e volta)

Infra litoral

– Nunca descobre (fundo do mar)

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Continuando a aula, ela falou dos organismos marinhos que tem termo-regulação para ambientes quentes.

Organismos endopsâmicos e epsâmicos (a parte da palavra “psâmico” é relativo à areia), que vivem dentro e fora da areia, respectivamente.

Ao avistamos algumas conchas nas pedras, foi explicado sobre os rodólitos, organismos que vivem em pedra, porque “lito” é relativo à pedra.

  • Rodolito
  • Epilitico
  • Cracas em pedra
  • Em cima de pedras

Essas foram as palavras usadas

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Ao retirar pedra, colocar de volta para não estressar animais como ascídias, poríferos e cnidários que possam estar embaixo.

A ostra fecha ao baixar a maré para impedir ressecamento e abre quando a maré volta. Já os Cirripédios são celomados não-deuterostomados que vamos estudar na próxima disciplina.

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Os recifes de coral diminuem a energia das ondas. Se retira o recife, a energia da onda chega com mais força e acaba com tudo que vê pela frente.

Nem todo recife é de coral. Há os recifes orgânicos e os minerais.

Recife de arenito não são recifes de coral. A orla de João Pessoa é de maioria assim.

A praia deve ser bem cuidada e conservada. Ela serve de manutenção de pessoas, coleta, comunidade da penha depende dos organismos. Há até uma história de uma praça que foi construída há 10 anos. Depois que o mar acabou com ela, as autoridades queriam recuperá-las, mas não. Tem pessoas hoje que estão lutando para que não ocorra mais isso para conservar os organismos

O mar deposita sedimentos ao longo do ano e retira em agosto. Há uma grande retirada.

Se não tem areia, retira muro, casa, cimento, etc.

Falésia, começa no seixas, recebe água, ativa ou viva. Sem contato com o mar – morta.

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Vamos passar por ostras, ela corta. Ao pegar uma pedra, cuidado. Há a possibilidade de, se você pegar uma muito pesada, as ostras deslizarem na sua pele e cortar.

– Respeito ao ecossistema

– Impacto de cosméticos (deixa cheiro, cuidado).

– Minimizar barulho

– A maioria vive presa em um substrato, cuidado ao manusear.

As algas são de importância econômica tremenda. Algas servem, por exemplo, para extração de Agar-agar, pra fazer sorvete, etc.

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“Uvinhas” são a Caulerpa racemosa

Algas na praia não é lixo! Ela libera compostos nitrogenados e fertiliza a água.

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Quando o coral morre, vira substrato de uma alga.

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Espécies do gênero Ulva são os alface-do-mar

Uma praia do Janga que as algas parecendo uvinhas proliferam está nos dizendo que a praia está poluída.

Microcrustáceos aderidos na mão da professora, manchinhas brancas na alga.

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Revirar a pedra para estudar a pedra. Em uma atividade de Educação ambiental, com uma simples pedra dá pra fazer uma atividade bem rica.

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Ver a diversidade que vive nas pedras e pedrinhas ao redor.

Alguns organismos vistos:

  • Vivem agregadas às ostras Cirripedios
  • Gastrópodos moluscos
  • Caranguejo ermitão (cresce troca de ostra escolhendo uma maior)

Tedania = Pode queimar, ela fica oposta a onda e é vermelha. Na natureza prestar atenção nas cores vivas, indica potencial toxidade. Tedania é vermelha e filtra os raios UV, são tóxicos.

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Cinakirella (Amarela)

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Revirou uma pedra (lembrar de colocar de volta no mesmo lugar, do mesmo jeito).

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Ao ver um caranguejo, foi enfatizada a diferença entre o Caranguejo e o Siri. O Siri nada, duas patas fininhas como remos atrás, o caranguejo não.

Lembrar nos organismos bentônicos, que são sedentários, fixos. O Caranguejo é vágil.

Uma poliqueta foi vista com ajuda de uma chave de fenda

São minhocas do mar. Encontramos também um pesquisador de uma universidade lá do Sul do Brasil, que estava na praia estudando as poliquetas (de laranja correndo na foto lá em cima).

Elas tem estruturas de locomoção que são chamados de parapódios

Foi visto ascídia na pedra. Urochordata. A professora explicou que elas são nossos primitivos por causa da notocorda, parte que dá sustentação ao corpo dos vertebrados, onde se desenvolveu primeiro nela (e no anfioxo). O aluno perguntou à professora o porque elas eram fixas ao substrato, e as que ele tinha visto em documentário eram soltas como forma de “bola”. É porque depende da espécie e do habitat em que ela vive. Mas foi visto ainda um buraco nas ascídias examinadas, onde supõe-se que seja o intestino, faltando o outro,o ânus.

Havia também a parte branca, tubos de poliquetos.

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Na pedra abaixo, o amarelo são as Ascídias. Haliclona é a parte verde por causa da associação com cianobactérias. Cianobactérias são comuns também na praia, já que elas são bem primitivas e estavam nos estromatólitos no início da vida, no cambriano.

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Coral com parte branqueada, perdeu as zooxantelas.

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Em algum lugar foi visto manchas pretas, eram Cianobactérias Formidium

de coloração negra e mata. Morreu o esqueleto e se fixou com a alga.

“Um manchinha, uma bolinha morre, não recupera, morre!”

Teve a história do marido da professora também que se acidentou com uma espécie, tendo alguns sintomas neurológicos.

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Os zoantídeos amarelos são Protopalitoa variabilis

Tem cnidas com nematocistos.

Quando a maré baixa, solta muco.

Para evitar ressecamento, produz muco.

Maré sobe, retira o muco.

Quando os pescadores vêem que está saindo o muco, sabem que a maré está enchendo.

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Numa parte da praia foi achado equinodermos. Espécie de Ouriço-do-mar dos Echinodermata, que tem um laboratório do DBM que trabalha com eles fazendo estudos de célula.

Foi achado alguns e também foi achado o esqueleto de um, que também depois de morto, serve de substrato para algas.

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Lembrar que não existe cobra marinha no Brasil. Existe a mututuca que é um peixe que se parece com cobra.

Começou a ser falado do coral branco com vermelho. Em outra parte, Esponja Haliclona + Ascídias.

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“Outro, cirripédio” – A professora apontou.

À direita da pedra, pegou o molusco (opérculo), não é mais caranguejo dentro da concha.

Foi achado ovos do molusco. Tinha desova de molusco gastrópodo.

“Baba de boi”

Vermelho coral

Anthozoa (Palithoa)

Caribaero

“Cada pontinho é um pólipo”

Teve um que tocou os tentáculos e se fechou. São moles e de crescimento anômalo.

Escherichia coli encontrado na praia é um indicativo de contaminação com esgoto. E Lá já foi achado.

Pés ambulacrários, a professora levantou e mostrou.

A professora falou “vamos revirar”

Tocou no verde, abriu os tentáculos.

Ascídias brancas e Zoantídeos verdes

Virou a pedra viu vários. Tocou e se fechou

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Poliquetas com estruturas de locomoção já mostradas, mas vimos de novo.

Palpos, percebe o ambiente.

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Seguimos para a Penha a pé e a professora foi explicando, primeiro dizendo que era para nos lembrar-nos das aulas de geologia, sobre as rochas sedimentares que de baixo para cima, das mais antigas para as mais novas. “Vão ligando uma coisa com a outra! Não é só pagar disciplina e passar não!”.

Já a imagem posterior mostra o que é feito para barrar a energia da onda. Sendo que se barrada aí, a energia vai com mais força nas falésia atrás, derrubando-as.

Abaixo as estruturas que são jogadas na praia e rapidamente viram substrato de seres.

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Vimos uma anêmona-do-mar.

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A professora pegou uma alga e começou também a nos explicar. Também nos mostrou um tipo de ouriço que é menos desenvolvido. Algumas pessoas conhecem como estrela do mar.

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Vimos uma espécie de caravela chamada Physalia physalis, a caravela portuguesa. Na foto, os tentáculos que não da pra ver direito e quem não sabe, se queima.

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Conclusão

Foi uma aula rica em conhecimento prático. Varias pessoas como eu mesmo não conhecia tanta coisa do mar e sair com mais conhecimento que com certeza vai ser usado posteriormente. Seguimos a programação tranquilamente sem nenhum acidente ou imprevistos, terminando em hora oportuna.

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Ciências Biológicas - UFPB e cia.
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Última atualização: 16 de janeiro - 2016 às 14:58

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