Lendas Amazônicas – 8 Principais mitos e crendices da Amazônia

Na Amazônia existe diversas lendas e crendices que estão ligadas aos lugares e ao povo. É interessante como surgem lenda em todos os lugares e como o imaginário do povo é muda. Na América é o Super Man, Homem Aranha e Batman, aqui não tem super herói mas tem bastantes lendas como o Saci Pererê e outros. Engraçado também é que em cada lugar a versão da lenda é diferente, isso porque como é uma coisa que vai passando de pessoa para pessoa, a história muda mas o personagem é o mesmo, muda só a imagem que está na cabeça das pessoas.

Na Amazônia a maioria das histórias vieram dos índios e da população que vive naquele lugar. Eles convivem com animais, navegam sozinhos pelos rios e assim vão imaginando e criando essas histórias, mas também tem outras que foram trazidas pelos negros, nordestinos que vieram para morar na região e também sulistas.

1. A cobra-grande

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Na Amazônia é conhecida como Boiúna ou Mãe-d’água. No Pará é a cobra Norato. A crença é de que uma índia deu a luz a duas crianças chamadas Honorato e Maria (gêmeos). A intenção dela, depois de nascer era matar os rebentos. O Pajé da aldeia disse que se ela matasse os filhos, ela também morreria. Então ela resolveu abandonar as crianças na beira de um rio chamado Tocantins. A vontade dela era de matar mas como morreria, quis preservar sua vida e apenas abandoná-los. Lá as crianças conseguiram sobreviver sobrenaturalmente e cresceram encantadas naquele rio. A menina era ruim, mau-caráter e o homem irmão dela era gente boa. Maria, a menina só vivia aprontando, virando barco e matando pessoas, e Honorato de tanto vê-la fazendo suas maldades, resolveu matá-la para poupar que outras pessoas sofressem mais tarde.

Quando a noite é de lua, Honorato perde o encanto que tem e sempre vai aos bailes na região, ele vai sem sua pele de cobra, que fica no rio. Certo dia um soldado de uma cidadezinha do Pará resolveu quebrar o encanto da cobra, pegou o copo de leite, despejou em sua cabeça a deu-lhe coronhadas até sair sangue. Assim, Honorato perdeu o encanto e foi viver em paz como uma pessoa normal.

 

2. O Boto

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Para quem não sabe, existe botos cor-de-rosa na Amazônia. É um mamífero e está presente em quase todos os rios. A lenda do boto é esta, que existe um que à noite ele se transforma em um rapaz bonito e conquistador, que chama atenção das mulheres, sai vestido de branco e com um chapéu. Algumas mulheres apaixonadas por este rapaz que na verdade é boto, se deitam com ele e engravidam. Diz a lenda que ele é pai de muita gente na Amazônia. Por isso ele está sempre presente para proteger principalmente as mulheres, em naufrágios.

3. O Caapora

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Em Tupi Caapora significa “habitante do mato”. Pelo nome já da pra saber do que trata a lenda. Ele é protetor dos bichos, corre atrás e espanta que faz mal com eles. É ele quem é o dono da caça, e não o caçador que conseguiu a comida. Apesar de os caçadores levarem cachorros quando vão caçar o caapora os botam pra correr. Ele tem um assobio alucinante, quem escuta fica alucinado e passa muito tempo sem escutar direito. Ele é baixinho, peludo e seus cabelos são longos. Corre muito e quando vê alguém, se esconde em cima das árvores para espiar. Para pedir desculpa, é necessário deixar cachaça e fumo para ele na mata. Ele anda com uma vara na mão e montado em algum animal.

4. O boi de Parintins

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Tem origem do Bumba-meu-boi, que tem origem do Nordeste do Brasil, que este tem origem de tradições Europeias de carnaval. É uma mistura do bumba-meu boi que foi trazido com tradições indígenas e está sempre mudando.

5. O Muiraquitã


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Muiraquitãs são amuletos em forma de algum animal ou características desses animais. Sapos, peixes, chifre, focinho, tartaruga. Eles trazem traz sorte.

Em um lago nas terras de Nhamundá existe mulheres guerreiras sem maridos que mandam em todo mundo, são as Icamiabas. Elas não tem maridos, mas de vez em quando aparecem homens para a fazerem procriar e depois desaparecem. Se os filhos nascerem meninos, os homens levam, se nascem meninas elas ficam com as mães. Em noite de lua elas mergulham em lagos verdes para apanhar pedras para fazerem o amuleto.

 

6. O Jurupari

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É ele quem determina as leis. É filho de virgem. Existe uma fruta chamada “cucura do mato” e acredita-se que ele tenha sido concebido pelo poder dela. Acredita-se que o sol enviou ele, o Jurupari para que ele fizesse uma reforma na terra mas antes, encontrasse a mulher perfeita aqui na terra, para casar e enquanto não encontra vai ficar aqui preso, até encontrar. Há falta de homens nas tribos e por isso elas estão sendo controladas por mulheres, daí chega o Jurupari e toma seus poderes, ficam no lugar delas e ensinam coisas a ela. A ele não se pode pedir perdão e não há nada que se possa dizer para que acalme a sua fúria, só a fidelidade a ele.

 

7. O Mapinguari

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É considerado um monstro da floresta. Algumas pessoas acham que é o homem das neves que desceu para a Amazônia. Vive no Acre e arredores. Ele é um macaco gigante e ruim, cabelo grande, fica andando pela floresta com um manto em volta do corpo. Seus pés são virados para trás, suas mãos são compridas e unhas grandes em forma de garra. Sua fome nunca acaba, está sempre em busca de comida. Ele é como um espirito, não tem como pegar uma bala nele, pode atirar que não adianta. A bala só pega em seu corpo se a pessoa mirar no o umbigo.

 

8. O Matinta Pereira

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O Matinta Pereira é o saci da Amazônia. O nome vem de (Maty tapererê). Ela é uma coruja que vive andando pela floresta e sempre que encontra meninos mal-criados ela se transforma em gente. Também se ela encontra meninos só nas casas elas os roubam e lhe dão fumo. Se o menino que foi mal-criado não fizer uma oferenda de fumo para ela, ela diz que vai fazer algo de mal a quem entrar primeiro na casa. A pessoa fica “encaiporada” (mal estar) pro resto da vida.

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Ciências Biológicas - UFPB e cia.
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Última atualização: 13 de setembro - 2013 às 13:47

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