Causas da dominância de macroalgas em recifes de coral

Texto feito depois de ler a parte que me foi designada para tratar no seminário

Meu seminário foi sobre a dominância de macroalgas nos recifes de coral. O professor indicou 3 artigos e eu fiquei com o da Nature Confronting the coral reef crisis, somente a primeira parte e o segundo artigo Assessing evidence of phase shifts from coral to macroalgal dominance on coral reefs:

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O da Nature aborda a atual crise nos recifes de coral. Fala de ações principalmente no Caribe e na Grande barreira de corais da Austrália. O segundo fala das mudanças de fases de dominância de coral e macroalgas nos recifes de corais com um índice PSI, índice de mudança de fases. O terceiro é uma quantificação do quanto de macroalga é natural em determinados recifes.

Nature: Artigo de revisão, o enfoque está no Caribe, área de turismo, porém que contém sobrepesca e grande ação humana, comparando com a grande barreira de corais da Austrália entendendo a ecologia local e como restaurar esses locais para diminuir as macroalgas, já que o aumento delas significa piora.

ESA – Ecological society of america: Neste artigo ele usa um índice que eles criaram para medir o grau de degradação de um recife e procura saber se isto é viável, visto que as pesquisas regionais podem não ser aplicadas globalmente devido a mudanças no habitat, em 3.581 pesquisas/coletas em 1.851 recifes pelo mundo entre 1996 a 2006. Porém os resultados foram que somente 4% tem cobertura de macroalga maior de 50%, no indo-pacifico é menor com 1% / com 12% de cobertura. Diminuiu no Caribe, ficou normal no restante, mas somente na grande barreira de corais que aumentou.

Elsevier: Este busca forma de reverter a tendência de que as macroalgas cresçam e peixes venham a declinar. Alegando que no estado natural a cobertura de macroalgas é baixa. As pesquisas foram feitas no Caribe em 1970.

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Temos o Caribe, o mar do caribe que fica na Jamaica, Cuba e arredores, onde há mais proliferação de macroalgas no mundo em recifes. Nessa localização há a sobrepesca de peixes que são herbívoros e comem algas diminuindo a população de algas desses locais. Falamos sobre a grande barreira de corais na Austrália composta por pequenas ilhas continentais, recifes e também atóis que são como se fosse uma ilha que a parte interna afunda e sobra o redor.

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Aqui temos uma fotografia recente de como era a terra no mioceno. Observe a margem nordeste da Austrália, no Caribe não da pra ver tanto…

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Era uma parte do continente que submergiu, e assim formaram os corais da Austrália.

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Ilhas virgens, cobertura de macroalgas elevada em 20% nessas ilhas (entra no padrão, pois os corais do Caribe são mais proliferados de macroalgas). Nessa localização, há o branqueamento de coral e doenças. O branqueamento ocorre quando as algas perdem as Zooxanthelas, que são algas que dão a coloração ao recife, ele pode aguentar por algumas semanas sem, quando passa disso, morre. Mudanças de salinidade de sedimentação também causa isso, o branqueamento, além do aquecimento das aguas.

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Na Jamaica tem um índice de mudança de fases alto, com 10% de coral e 60% de algas, com PSI 3, o normal é na faixa de 1. o local pesquisado foi a costa norte da Jamaica. O principal problema lá é a perda de corais vivos que dão lugar as macroalgas. Doenças, furacões e sobrepesca afeta os corais da Jamaica e essa sobrepesca tem que parar. O aumento da população humana também causa isso. Mas hoje está aumentando os herbívoros na Jamaica, diminuindo macroalgas que matam os pólipos.

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O Clipperton um atol, é um exemplo de que um local isolado pode ter uma diversidade pequena e permanecer intacto mostrando que as outras localizações tem mesmo impactos antrópicos. Grupos funcionais como representação mínimas porque é isolado. Um atol é um vulcão subterrâneo como um monte que tem erupção até chegar à superfície, e pára, e a chaminé do vulcão vira um lago, e ao redor como uma praia. É da França administrado pela Polinésia francesa. Já houve nesse local eventos de El niño, quando aumenta a temperatura do mar e causa branqueamento de corais aqui, expulsando as zooxantelas.

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Neste gráfico vemos que de -2 até 4 há a dominância de corais, e há a dominância de macroalgas, respectivamente com alguns exemplos do lado. O ideal é o pristine state, ou seja, estado selvagem.

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Embaixo vemos que no mesmo estudo houve 4 localizações no mundo onde foram feito as pesquisas. 10% dos recifes do Caribe tinham 50% ou mais de dominação de macroalgas. Porém, como sabido, isso vem diminuindo no Caribe, e aumentando na grande barreira de corais, apesar de ela ainda só ter 1% de dominação de macroalgas com mais de 50%.

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Estrela do mar de coroa de espinhos (surtos desde a década de 60), danificou um certo período, a grande barreira de corais com alta população de essa espécie. Acannthaster plancii predadora de pólipos e corais pétreos. Teve um suto que aumentou e matou os corais nesse lugar. 7 toneladas de corais por ano, o Bolbometopon muricatum preda.

O diadema antillarum é o equinodermo ouriço que é herbívoro e teve um surto de doença que os matou severamente. A tartaruga é predadora ou herbívora de algas e houve também grande diminuição das populações deles, e aumento de algas macroalgas e esponjas. Dugongos houve também diminuição da população. A tartaruga e dugongo são afetados devido a deposição de sedimentos na grande barreira de corais. Quando o Diadema antilarum que é herbívoro morre, devido a sobrepesca de seus predadores excepcionalmente, ou doenças as algas aumentam. Por outro lado há a sobrepesca de peixes piscivoros, onde os peixes herbivoros aumentam, e as macroalgas diminuem. Mas se há a diminuição desses peixes, também há a abundância de macroalgas.

Acropora palmata, caribenha, coral alto e tabular. Acropora cervicornis, caribenha, chifre de veado. Branqueamento de corais caribenhos desde 1998 e 2000. No Caribe estas espécies são poucas ou representado apenas poucos. Palmata zone e Cervicornis zones estão sendo perdidos, não só as espécies. Tanto peixes como corais, a fauna é mais rica na grande barreira de corais. Estas são duas espécies modelo de grupos funcionais, que compreendem mais de 30% até 50% da cobertura de corais. Elas formam zonas de recife Palmata e zonas Cerviconis, porém está sendo perdido.

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Acropora palmata, caribenha, coral alto e tabular. Acropora cervicornis, caribenha, chifre de veado. Branqueamento de corais caribenhos desde 1998 e 2000. As zooxantelas se desprendem dos corais, pois em simbiose uma dependem da outra. Pode passar até uma semana assim, mas se não recupera os recifes morrem. Até há também a deposição de gás carbônico na água, acidificando mais ainda, diminuindo o PH, os corais mortos também pode ser perdidos dissolvendo-se.

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Aqui mostra no estudo um declínio da cobertura de corais da Austrália ao longo do tempo. Note que ele diz que há melhora no Caribe, na Flórida fica igual, mas na Austrália há um aumento de algas. Mas aqui ele fala de coral.

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Acima mostra o aumento do branqueamento e o aumento dos danos causados pelo COTS, a estrela do mar que preda pólipos, danificando ao longo de 40 anos atrás. E o número de recifes com esses danos.

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Em cima, pesca e excesso de nutrientes faz com que os recifes se estressem, morram e cresça macroalgas, havendo diminuição de ouriço finalizando em lodo de recifes mortos.

Com o aumento da sobrepesca, poluição, doença e branqueamento de coral, se torna mais vulnerável, até só sobrar o recife morto em pedras. É como se o recife ficasse brigando com as condições, a bola está em um estado saudável, e ele fica assim, aumenta a sobrepesca de herbívoros, e aumenta os nutrientes, as macroalgas crescem pois não há quem predem, aumenta a sobrepesca de predadores de ouriços, aumentam os ouriços, que predam todos os polipos, que fica só pedra e tudo morre.

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Grupos funcionais que fazem parte da cadeia trófica dos recifes nesses ambientes. No branco, grande barreira de corais, o preto, do caribe. Veja que os planctívoros diurnos e noturnos no Caribe, ou seja de peixes, no caribe é pequena em numero de espécies. O que significa que pode haver proliferação de macroalgas nesses ambientes.

Maciço, Grosso, Como placa, colunar, Solto, Encrustado, Chifre de veado, Escova de garrafa.

A mandíbula daquele primeiro peixe que mostramos, o peixe papagaio, que come toneladas de coral por ano. Na segunda corais mortos em Samoa, branqueamento de corais, está intacto por causa da bioerosão reduzida, no ambiente ninguém mexe. Um peixe herbívoros removendo algas.

Na D, as algas crescendo e sufocando uns corais vivos.

No último, corais adultos, cercados de macroalga.

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Essa é uma fotografia dos corais de lá da Austrália sá para ilustrar. Nessa matéria ele fala de mudanças climáticas mudança a temperatura do oceano e acidez da água.

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Última atualização: 11 de junho - 2017 às 19:07

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